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Radiação não-ionizante: França em alerta e São Paulo veta projeto |
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Na sua mensagem de veto, o governador diz que o tema é de competência da União, mas também apresenta parecer da Secretaria de Estado da Saúde que manifesta-se contrária à proposta do deputado, ressaltano que as evidências científicas não indicam a necessidade de recobrimento para absorção de radiofreqüência (RF) - freqüência de ondas eletromagnéticas- ou “de outro tipo de dispositivo de absorção” para os telefones celulares. De acordo com a Pasta, a obrigatoriedade de instalação de dispositivos dessa natureza não se justifica sob a ótica da tutela da saúde do usuário. Entenda o que é radiação não-ionizante A radiação não-ionizante é a de baixa freqüência gerada por campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos, variáveis no tempo (até 300 GHz) criados por equipamentos eletro-eletrônicos em geral. Embora ainda não existam estudos conclusivos referentes aos seus efeitos no homem, estranhamente, os fabricantes de produtos que emitem este tipo de radiação, já fazendo sua mea-culpa, recomendam uma série de medidas para sua utilização. Como por exemplo: afastar a antena do telefone celular cerca de dois centímetros do cérebro, enquanto estiver falando; não carregar o telefone celular na cintura; evitar falar ao celular em ambientes fechados; evitar ficar com o fone por mais de dois minutos em cada ouvido. O deputado Afonso Lobato (PV), autor do projeto, explica que, se existem evidências plausíveis de que a radiação não-ionizante possa causar danos à saúde humana, ou na melhor das hipóteses paira a dúvida sobre a nocividade do produto, é mais que necessária à aplicação do Princípio da Precaução e do Princípio “in dúbio pro ambiente”. Ou seja, na dúvida, que seja protegido o ambiente e homem, sua saúde, sua segurança e sua vida. Males causados pela radiação Vários estudos verificaram que, dependendo do tempo de exposição à radiação não-ionizante, seus efeitos podem causar dores de cabeça, fadiga, estresse, enjôo, insônia, cataratas, glaucoma, mal de Parkinson, impotência sexual, aborto e câncer. Esta
preocupação mundial, inclusive da OMS (Organização
Mundial da Saúde), está mobilizando autoridades médico-científicas,
jurídicas e de outros segmentos a criarem organizações
de estudo, alerta e proteção do ser humano contra os
perigos de tal radiação.
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