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Congresso dos Radialistas de SP foi um sucesso
Entre os dias 12 e 14 de setembro, aconteceu o Congresso Estadual dos Radialistas, na cidade litorânea de Itanhaém. No evento, participaram de 48 delegados eleitos em assembléia pela categoria e 7 observadores.
A mesa de abertura contou com a saudação de Sérgio Ipoldo (Coordenador do Sindicato), Edson Amaral (Secretário Geral da Fitert), Roseli Golfman do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação), Robson (Sintaema), Washington Luiz dos Santos (Sindicato dos Vidreiros) e Ademir (Intersindical). A coordenação foi de Jeruza Souza, radialista. Todos os participantes salientaram a importância e as dificuldades da organização dos movimentos sociais.
Conjuntura e os desafios do movimento sindical
No sábado de manhã, os trabalhos iniciaram com o debate sobre conjuntura internacional e nacional. Para apresentar a discussão, estavam na mesa Daniel Reis, do Sindicato dos Bancários e representante da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Rita do Sindsprev pela Intersindical.
Daniel disse que, no primeiro mandato de Lula, a direção da CUT não soube diferenciar gestão sindical e governo. “Como conseqüência, o movimento cresceu pouco, alguns quadros saíram, nos fragilizamos”, destaca. Afirma, no entanto, que a nova gestão da entidade entrou com a finalidade de “mudar essa situação”.
Ele fala com tranqüilidade que o movimento sindical cumpriu sua tarefa ao reeleger o presidente. “Hoje temos algumas conquistas, como o acordo do salário mínimo, de comum acordo entre as centrais”, avalia. Daniel acredita que, na atual conjuntura, o mais importante para os sindicatos é investir em comunicação e em formação política.
Rita, por sua vez, falou da crise econômica mundial, irradiada pelo centro do sistema, os Estados Unidos. “Há um clima de que vamos nos salvar, mas a economia brasileira não é descolada do resto do mundo”.
Ela resgata o histórico de privatizações no governo FHC, mas enfatiza que Lula deu segmento ao processo. Nesse sentido, a sindicalista afirma que o papel da CUT foi de apoiar a retirada de direitos e de criar espaços de aproximação com a patronal, como as Câmaras Setoriais.
A sindicalista conclui que, no momento, é preciso retomar a organização nos locais de trabalho e voltar a falar da relação do capital com o trabalho. “Essa discussão parece que saiu de moda nos anos 90. Falou-se até em fim da classe trabalhadora. Quem produz essa riqueza então?”.

Criado em 30/09/2008.
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