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Fitert está atenta ao anúncio do novo padrão de rádio digital
A Fitert está atenta ao anúncio do governo sobre o padrão de rádio digital a ser adotado pelo Brasil, que deve ser definido até o final deste ano. Para a Federação, é importante que haja discussão sobre o tema e que resulte na criação de políticas concretas para o sistema de rádio digital. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, em entrevista à Rádio Senado, ressalta que a expectativa é de que o país adote o sistema europeu, que possibilita a transmissão em faixas AM e FM, além de ondas curtas.
Além do sistema europeu de transmissão, o governo brasileiro avalia também o padrão norte-americano In Brand on Channel (IBOC). Hélio Costa ressalta que o sinal digital possibilitará melhoria na qualidade das transmissões e permitirá a difusão de várias freqüências em uma mesma faixa. A tecnologia IBOC – desenvolvida por uma empresa americana, a Ibiguity – há mais de um ano vinha sendo defendida pelo Ministro da Comunicação, com a chancela de alguns rádiodifusores. Entretanto, desde o final do ano passado, o ministro dava sinais de que descartaria o uso desse sistema.
O coordenador-executivo da Fitert, Nascimento Silva, lembra que a Federação chegou a iniciar as discussões sobre o padrão de rádio digital e participou de algumas reuniões no Ministério das Comunicações. Naquele momento, a Fitert já deixou claro que sua preocupação com a implantação do sistema norte-americano IBOC. “Em viagem aos Estados Unidos, ouvi queixas de radialistas sobre as interferências do sistema IBOC”, explica Nascimento.
A preocupação da Fitert em relação ao IBOC se confirmou diante de testes do rádio digital realizados em São Paulo, pela Universidade Mackenzie. A conclusão foi de que o IBOC, em ondas médias, apresenta sérios problemas de propagação.
Discussão
A Fitert avalia que a entrevista do ministro sinaliza que este é o momento de aprofundar a discussão com a sociedade e o movimento sindical no que diz respeito á comunicação. Durante a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), a Federação defenderá uma rede pública e única, aproveitando-se das características da convergência, e com o controle público. Ao abrir mão do padrão IBOC para o rádio digital, o ministro Hélio Costa abriu uma brecha para discutir o tema.
A posição da Federação é a favor de um espaço para discutir assuntos relacionados ao sistema de rádio digital, com a dimensão que a digitalização oferece. Além da qualidade do som, a rádio digital tem que incorporar dados, voz, interatividade, além de abrir espaço para mais rádios campo de trabalho.
Assim como outras entidades do meio sindical, para a Fitert, o recuo do ministro não é político, é técnico. A expectativa é que os radialistas, através dos seus sindicatos, bem como uma a sociedade civil organizada, participem desse debate.


Criado em 06/10/2009.
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