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07/05/2015
Sindicato sergipano denuncia proposta "imoral" apresentada pelos patrões na primeira rodada de negociação
Após dois meses de espera e iniciativa do Sindicato dos Radialistas de Sergipe (Sters) reivindicando a mediação do Ministério do Trabalho, aconteceu nesta terça-feira (6 de maio) a primeira reunião de negociação da campanha salarial naquele Estado. A pauta de reivindicações da categoria foi protocolada no sindicato patronal em março, mas como os patrões se fizeram de surdos, a entidade representativa dos trabalhadores solicitou ao MTE que interviesse em prol da negociação. A reunião foi realizada na sede da Superintendência Regional do Trabalho (SRT) e foi mediada por Nilson Socorro, chefe de relações de trabalho.

O único ponto da pauta que o representante dos empresários se dispôs a discutir foi a questão do índice salarial. Assim mesmo, a proposta levada à mesa pelo presidente em exercício do sindicato dos empresários, José Vieira de Matos Neto, foi considerada "imoral" pelos representantes dos trabalhadores. Os radialistas reivindicam 14,8% (taxa média de crescimento do setor: rádio e TV em 2014) acrescidos da inflação do período, que ficará entre 8,4% e 8,6% - totalizando 23,5% de correção para os pisos administrativo, técnico e de produção. Os patrões, no entanto, ofereceram um índice de 7%. "Até agora estamos pasmos tentando entender qual foi a metodologia, se é que houve alguma, para patrões apresentarem estes imorais 7%", informa o presidente do Sindicato dos Radialistas sergipanos e secretário de política sindical da FITERT, Fernando Cabral.

Em relação aos outros 16 itens da pauta, o representante patronal não se dispôs a discutir, alegando dificuldades derivadas da crise econômica em que vive o país. Para piorar a situação, a contraproposta dos empresários apresentava uma cláusula pela qual o Sindicato dos Radialistas teria que renunciar ao legítimo direito legal de entrar com ações em nome da categoria questionando irregularidades praticadas pelas empresas de rádio e TV contra o trabalhador. "Sabemos que a motivação para esta ‘proposta’ foi a vitória dos trabalhadores da TV e FM Sergipe, através de ação proposta pelo sindicato como substituto processual, dando direito ao duplo contrato aos radialistas que acumulam funções em setores diferentes, restituições do INSS e FGTS de todo o período de vigência contratual e o ressarcimento das diferenças salariais dos últimos cinco anos, como prevê o artigo 14 da lei do radialista. Foi uma manobra indecorosa, que jamais poderíamos aceitar", explica Cabral.

Também estiveram presentes à reunião representando o Sterts o segundo vice-presidente do sindicato, Alvanilson Santana, e Alexsandro Carvalho, diretor social, que durante a reunião frisou que a convenção coletiva em vigor prevê o pagamento de multa por atraso de salários.

O Sindicato dos Radialistas de Sergipe está convocando uma assembleia para debater os próximos passos da campanha salarial na próxima terça-feira (12 de maio) no auditório do sindicato (Av. João Ribeiro, 937, Santo Antônio). A assembleia terá início às 19 horas e a diretoria do sindicato ressalta a importância da participação massiva da categoria. Nova reunião de negociação ficou marcada para o dia 18.


O advogado do sindicato patronal, o mediador da SRT, Nilson Socorro, e Fernando Cabral (crédito da imagem: Facebook do Sters).



Alex Carvalho e Alvanilson.


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