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08/06/2015
Patrões mantêm impasse da campanha salarial sergipana
Fonte: Da redação, com informações do Sindicato.


Na última quarta feira (3/6)  a terceira rodada de mediação entre o Sindicato dos Radialistas de Sergipe (Sterts) a entidade patronal ocorrida na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego daquele Estado acabou sem acordo. A contraproposta apresentada pelo representante do sindicato empresarial após 16 dias de expectativa foi de 7,5% de reajuste e manutenção das demais cláusulas da convenção coletiva anterior. O presidente do Sindicato dos Radialistas, Fernando Cabral, ressaltou que tal índice representa uma perda de 0,84% frente a inflação do período (8,34%), deixando evidente que a proposta não atende a expectativa da categoria.

Na próxima quarta-feira (10) a categoria discute em assembleia geral extraordinária, às 19 horas no sindicato, a avaliação das negociações e indicativo de paralisação. E nova reunião na SRT está marcada para o dia 17.

“O argumento presidente em exercício do sindicato patronal é que o índice de crescimento das rádios e TVs aberta e por assinatura no Brasil não refletiria a realidade do Nordeste. Como um dos objetivos do sindicato é negociar de forma objetiva, nos baseamos em um projeto com mais de duas décadas de mercado, o Inter-Meios, que é uma iniciativa conjunta do jornal Meio & Mensagem e dos principais meios de comunicação, e que levanta, em números reais, o volume de investimento publicitário em mídia no Brasil. Nada de subjetividade, apenas números reais.  Assim, para derrubar mais esse argumento infundado do presidente em exercício, apresentamos os números do crescimento do Rádio e da TV (aberta e por assinatura) no Norte e Nordeste: enquanto o setor cresceu 14,80% em 2014 em todo o Brasil, cresceu 14,65% em nossa macrorregião (NO e NE)”, argumenta Cabral, que também é secretário de política sindica da FITERT.

Além da reposição da inflação, a categoria cobra 14,80% referentes ao crescimento médio do setor em 2014, auxilio alimentação, adicional de titulação, triênio de 6% sobre os valores salariais, além de EPI’s para os radialistas que atuam em unidades externas, tendo em vista o alto índice de acidentes e mortes de profissionais da imprensa nos últimos anos.

“A impressão que temos é que a falta de argumento dos donos da mídia e dos prepostos que os representam é a estratégia deles para cansar os radialistas e tentar nos forçar a aceitar a esmola que querem nos empurrar. Infelizmente não está havendo diálogo, e sim um monólogo. Esta foi a terceira rodada de negociação e os representantes dos donos da mídia repetem o mantra ‘sete por cento’ e nada mais, nada de reajuste salarial, nada de epi’s, nada de auxilio alimentação, nada de nada”, denuncia Cabral.

O dirigente da FITERT lembrou ainda que “em radialista fazendo ‘bico’ de vigilante, de porteiro, de carregador para complementar sua renda. Lamentavelmente os donos da mídia estão transformando o rádio e a TV em um subemprego”.

Também estiveram presentes à reunião os diretores do sindicato Alexsandro Santos, José Alvainilson e Gleizivan Cardoso.


Fonte: Da redação, com informações do Sindicato.
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