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16/09/2015
Aos 32 anos, CUT retoma as ruas em defesa dos direitos e contra o ajuste
Na manhã desta terça-feira (15 de setembro) a Central Única dos Trabalhadores realizou um de caráter nacional na Avenida Paulista (centro da capital do Estado de São Paulo). A manifestação criticou o ajuste fiscal que vem sendo implementado pelo governo Dilma, lançou as campanhas salariais das categorias que têm data-base no segundo semestre e defendeu a democracia contra o golpe da direita. Categorias como petroleiros, bancários, químicos, servidores públicos e outras que têm data-base agora no mês de setembro prometem intensificar lutas e greves contra o ajuste, das demissões e em defesa de direitos.

Fundada em 28 de agosto de 1983, durante o 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), em São Bernardo do Campo, a Central Única dos Trabalhadores comemora esse ano seu trigésimo segundo aniversário, numa trajetória pontuada pela luta dedicada aos direitos dos trabalhadores. Ao longo deste período, seis presidentes estiveram à frente das conquistas da maior central sindical da América Latina, que atualmente organiza quase quatro mil entidade filiadas, entre elas a Fitert. 

"A CUT tem desempenhado um papel importante em defesa dos direitos dos trabalhadores e graças à luta dos trabalhadores cutistas, hoje temos a Fitert para representar os radialistas brasileiros. A CUT luta em defesa da classe trabalhadora no Brasil e, como a quarta maior central sindical mundial, apoia a luta da classe operária em todo o globo, e também leva formação aos trabalhadores brasileiros e de outros continentes. É uma central sindical comprometida com a garantia e ampliação de direitos dos trabalhadores, desempenhando um papel importante em intermediar o processo de negociação das categorias com patrões e governos. A CUT tem lado definido: o da classe trabalhadora brasileira, por isso está nas ruas de todo país dizendo ao governo: 'Chega!' A paciência dos trabalhadores acabou, queremos nossa pauta respeitada", avalia Miguel Novaes, presidente do Sindicato dos Radialistas de Goiás e secretário de relações internacionais da Federação.

Uma história de lutas

No ano de 1983, quando a Central foi fundada, o país passava por uma grave recessão econômica e um quadro de desemprego profundo. O regime militar vinha atacando sindicatos, destituindo suas diretorias e entregando-as a representantes dos donos das empresas. Então veio a greve geral de 21 de julho de 1983, quando mais de dois milhões de trabalhadores cruzaram os braços, impulsionando a criação da CUT. O metalúrgico Jair Meneguelli assumiu a primeira presidência da CUT.

A Central recém nascida, no embalo das greves metalúrgicas do ABC paulista, foi fundamental para a derrubada do governo golpista militar que durante 21 anos levou o país ao atraso político e à subserviência ao capital internacional, prendendo, torturando e assassinando centenas de trabalhadores e estudantes que lutaram contra os generais e seu regime.

Em novembro de 1988, a CUT e os trabalhadores da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), então estatal, realizaram uma greve de ocupação de mais de quinze dias, onde num ataque brutal do Exército sob comando do presidente José Sarney (PMDB) três operários foram assassinados - William, Valmir e Barroso entraram para a história como mártires da primeira ofensiva privatizante e reacionária após o fim da ditadura militar. A luta na CSN se estendeu até 1993, quando a empresa foi privatizada pelo então presidente Itamar Franco (PMDB), que assumiu o mandato após o impeachment do "caçador de marajás" Fernando Collor de Mello no maior escândalo de corrupção da história nacional.

Em 1995, em meio ao avanço neoliberal e o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), voltou a crescer o desemprego. Naquele ano, com o também metalúrgico Vicentinho à frente da Central, os petroleiros realizaram uma heróica e histórica greve. Apesar da repressão, mais uma vez com ocupação do Exército em refinarias e uma violência desmedida do Estado, os trabalhadores cutistas não se calaram.

Em 1997, quando as multinacionais brasileiras estavam entregues à privatização, a CUT encabeçou o Fórum Nacional de Lutas, que reuniu diversos movimentos sindicais e sociais pela retomada dos empregos, redução da jornada de trabalho, aumento de salários, reforma agrária, o fim das privatizações, auditoria nas empresas já privatizadas e a suspensão do pagamento da dívida externa. O Fórum nasceu da unidade entre trabalhadores urbanos com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que em abril de 1996, também sob o governo Fernando Henrique na presidência e o tucano Almir Gabriel no Governo do Estado do Pará, viram tombar 19 trabalhadores rurais chacinados por tropas do Estado.

Em agosto de 1999, a 9ª Plenária Nacional da CUT aprovou a campanha "Fora FHC, fora o FMI! Por Trabalho, Terra, Cidadania e Soberania".

Na época de João Felício, ainda com FHC no Governo, em 2001, ao lado dos movimentos sociais, a CUT impediu a aprovação do projeto de lei que alterava o artigo 618 da CLT permitindo a retirada de direitos básicos dos trabalhadores, como férias e o 13º salário.

No mandato de Luiz Marinho, onde pela primeira vez o Governo era apoiado pela CUT, a marca principal foi concretizar as marchas nacionais do salário mínimo que, a partir de 2004, levaram milhares de trabalhadores e trabalhadoras a Brasília para cobrar um mecanismo de aumento real do piso nacional. 

O trabalhador do setor elétrico Artur Henrique teve dois mandatos seguidos, sendo que em seu segundo, no ano de 2008, a CUT decidiu não participar de um acordo anunciado entre Fiesp e Força Sindical para a redução de salários e suspensão de contratos em todos os setores de trabalho. O posicionamento da Central fez com que o acordo não fosse firmado e permitiu novas propostas para a manutenção de empregos e salários.   

Com Vagner Freitas cumprindo seu mandato desde 2012, as conquistas para os trabalhadores foram, a manutenção da correção da tabela do imposto de renda e a continuidade da política nacional de valorização do salário mínimo.

"A Fitert reafirma seu compromisso de engrossar o coro na luta do trabalhador, pois sabemos que apenas a união conquista vitórias. Por isso, congratulamos a CUT pelos seus 32 anos de história e por toda luta que já fez até aqui e que com certeza continuará ao longo dos anos", ressalta o coordenador da Federação, José Antônio Jesus da Silva, o Zé Antônio.


Fonte: Da redação, com informações da CUT
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