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28/09/2015
Rede de Mulheres Radialistas no Amapá é lançada com sucesso
Fonte: Sindicato dos Radialistas do Amapá

A cerimônia de lançamento da Rede de Mulheres Radialistas no Amapá ocorreu na última quarta-feira (23/09), no salão de recepção do Macapá Hotel, e contou com a presença da secretária-geral da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (Fitert) e representante a rede nacional de mulheres fitertistas, Andréa Bussolo, da psicóloga Ana Julia, representante do Juizado de Violência Domestica, e da deputada estadual Cristina Almeida (PSB/AP).

Andréa falou como a Rede foi criada em 2013, num encontro em Brasília que reuniu mulheres radialistas de todo o país, e que, a partir daí, cada sindicato foi orientado a fundar sua Rede.

A psicóloga Ana Julia destacou o direito da mulher com base na Lei nº 11.340/06 (Maria da Penha), mostrando recursos jurídicos que o juizado dispõe às vítimas de agressão doméstica ou em outras esferas da vida, e parabenizou o sindicato pela criação da organização específica das profissionais.

A deputada Cristina Almeida iniciou sua fala abordando que desde os 13 anos de idade milita no movimento de mulheres afro do Amapá e falou também sobre os avanços da luta feminista.  “Quando fiquei sabendo da realidade que vivem as mulheres trabalhadoras das emissoras de rádio e televisão do Amapá, não duvidei em fazer parte desta luta, e, por isso, pedi à presidência da Assembleia Legislativa que a representante da Federação dos Radialistas, Andréa Bussolo, usasse a tribuna da Casa para falar sobre a Rede e a importância da entidade para avançar nas lutas em prol da categoria feminina”, enfatizou Cristina.

O Sindicato dos Radialistas do Amapá mapeou a situação trabalhista dos profissionais de rádio e TV nos 16 municípios e concluiu que é vergonhosa e desrespeitosa, pois apenas 5% da categoria possui registro em carteira de trabalho.

José Maria. presidente do Sintert, lembrou que as mulheres, por não terem carteira de trabalho assinada, passam por situação ainda mais constrangedora quando têm filhos, pois não desfrutam da licença maternidade e não dispõem do período de amamentação, porque o salário que ganham é oriundo de patrocínios ou apoios culturais, ou seja, elas não têm vínculo com a empresa e assim, são estranhas ao INSS e ao Ministério do Trabalho.

O caso já é de conhecimento da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amapá (SRTE) desde 2013, quando a direção do sindicato protocolou pedido de providências sobre a informalidade dos trabalhadores e trabalhadoras de rádio e TV no Amapá, inclusive fornecendo relação completa de todas as emissoras, endereços e nomes de sócios. Mas infelizmente, quase dois anos já se passaram e a SRTE nada fez, embora o Ministério do Trabalho possua campanha em nível nacional para erradicar a informalidade.

As mulheres radialistas do Amapá aguardavam com muita expectativa um reforço para as lutas e desenvolvimento das políticas voltadas à integridade física, profissional e moral das trabalhadoras de rádio e televisão amapaenses. O Amapá dá início às novas políticas voltadas a conquistar direitos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e na lei dos radialistas.

  

  


Fonte: Sindicato dos Radialistas do Amapá
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