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27/10/2015
Sindicato dos Radialistas de São Paulo interpela TV Record na justiça contra terceirização
Nesta quinta feira (23/10), no Fórum trabalhista de São Paulo, o Sindicato dos Radialistas participou de uma audiência onde a TV Record aparece como suscitada, num processo onde a entidade sindical questiona a postura da empresa em relação às terceirizações. 

A audiência ocorreu, mas a TV Record utilizou de uma brecha jurídica para protelar a continuidade da ação. Ela protocolou um novo documento, como parte de sua defesa, no dia 20 deste mês, não havendo tempo hábil para que o departamento jurídico da entidade sindical tivesse ciência do conteúdo e desse seguimento na defesa da ação. A audiência do processo então foi prorrogada para o mês de abril do próximo ano. Até lá a luta deve continuar na empresa, pois a mesma continuará a atacar os direitos de seus empregados. 

Não é de hoje que os trabalhadores são vítimas da sanha patronal por dinheiro. Escandalosamente sujam as páginas da história da humanidade, o quanto os trabalhadores são vítimas de seus algozes. Durante a revolução industrial na Inglaterra, bem como em outros países europeus, sem regulamentação do trabalho (férias, carga horária, licença médica, etc), centenas de milhares sucumbiam nas linhas de produção. Sua única mercadoria, a força de trabalho, não valia quase nada. Um exército de trabalhadores desempregados fazia fila na porta das empresas, prontos para substituir acidentados, amputados e mortos que eram despejados das fábricas.

Esse breve resgate histórico nos leva a refletir como é insano o mundo capitalista. Nossa categoria sobrevive numa área que, além de refletir quase que o mesmo histórico de exploração e injustiças no trabalho, mantém uma estrutura de dominação ideológica, onde valores morais, políticos e econômicos perfazem o senso comum de que o mundo é isso e não tem como mudarmos.

A TV Record, com histórico de acidentes de trabalho, demissões injustas e descumprimento da legislação trabalhista, introduz outra "cunha" nas relações entre os trabalhadores e a empresa, a mal falada terceirização, que é um mecanismo administrativo/comercial onde o patrão tenta jogar a responsabilidade trabalhista direta para terceiros. Ou seja, uma outra empresa na jogada finge fazer o papel de patrão, para que a empresa contratadora do serviço seja eximida de responsabilidades, que a legislação a obriga ter.

Na TV Record, nos últimos tempos, esse fenômeno tem tomado proporções preocupantes, a ponto do Sindicato dos Radialistas de São Paulo interpelar a empresa na Justiça movendo uma ação que identifique esse dolo patronal.

Essa luta não é de agora, mas sem o respaldo da categoria, que deve fazer a luta política no local de trabalho (é o que dá mais resultado), resta a alternativa da ação judicial. 

Os radialistas da TV Record devem estar atentos as convocações do Sindicato, para que essa luta venha para o campo político. Mobilizações serão necessárias para impedir os ataques da TV Record aos direitos de seus trabalhadores. A luta não pode ser travada apenas na Justiça. Deve haver comprometimento dos trabalhadores, pois seus empregos e direitos dependem disso.
 
 


Fonte: Blog radialistasp
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