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05/11/2015
Sindicato de SP convoca trabalhadores da Record a se mobilizarem
O Sindicato dos Radialistas de São Paulo está convocando os trabalhadores no Grupo Record a se mobilizarem contra os ataques da empresa. Como relata texto publicado no site do sindicato, "está em pauta o ataque dos patrões aos direitos dos trabalhadores no Brasil. E, na área de comunicação, a TV Record saiu na frente".

Desde o início de 2015, o Grupo Record já promoveu mais de 400 demissões em todo o país. Em julho deste ano a Fitert publicou levantamento sobre o tema. Mas o processo teve início com características de demissão em massa para redução de custos com contratações em base a salários mais baixos em 2012. Em 2013 o Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro chegou a denunciar o Grupo ao Ministério Público do Trabalho. Agora, o Sindicato paulista informa que fontes "seguras" alertam para o fato de que as demissões que vêm ocorrendo aos borbotões no Rio de Janeiro começarão também em São Paulo.

No último dia 23, a coluna 'Notícias da TV', do jornalista Daniel Castro, publicou que a Record deve demitir 400 funcionários do RecNov (no Rio de Janeiro). A proposta, segundo a coluna, é terceirizar as produções. Inclusive demitindo profissionais que, por exemplo, saíram da Rede Globo na equipe da apresentadora Xuxa Meneghel, e recontratá-los por uma produtora terceirizada - a Casablanca. No mesmo dia, Daniel Castro noticiou que a tentativa de conformação de uma empresa associando o SBT, a Record e a RedeTV! para produzir conteúdo para TV paga, será julgada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão do Ministério da Justiça que disciplina a concorrência entre empresas no país. A operadora Sky e a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) questionam o fato do SBT, Record e Rede TV! já serem concessionárias de TV aberta e ferirem o regime de concorrência ao entrarem no mercado pago.

Os radialistas do Rio de Janeiro decidiram em plenária convocada pelo sindicato fluminense esperar o processo de negociação com a Record antes de iniciar operação padrão. Em São Paulo, o sindicato que já denunciou a TV Record à Justiça do Trabalho por terceirização abusiva, agora quer construir um processo de mobilização contra as demissões.

Para o coordenador da Fitert, José Antônio Jesus da Silva, "o que a Record vem fazendo com os trabalhadores é um acinte, uma afronta. Além de ser ilegal, já que as demissões têm sido feitas para depois a empresa recontratar pessoas, às vezes às mesmas, para exercer as mesmas atividades com salários mais baixos e menos direitos trabalhistas. E a desculpa da crise não cola. Ainda mais depois da construção do faraônico templo de Salomão pela Igreja Universal, que controla o grupo, e com toda essa movimentação para fazer uma associação com o SBT e a Rede TV! Em relação a essa nova empresa a Fitert também já manifestou posicionamento contrário porque significa avançar na concentração do setor e vai contra a democratização da comunicação."


Fonte: Da redação, com informações do Sindicato.
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