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12/11/2015
Greve na EBC começa forte
A greve dos trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) começou nesta terça-feira (10) com forte adesão da categoria em todas as praças onde empresa tem sede. 

Após o anúncio da paralisação, a EBC elevou a proposta de reajuste de 2,5% este ano e 2,5% em 2016 para 3,5% também com reflexos neste ano e no ano que vem com repercussão sobre todas as cláusulas econômicas. O percentual, no entanto, continuou sendo rejeitado pelos trabalhadores, que por unanimidade em assembleia nacional decidiram manter a greve.

A empresa entrou com duas ações na Justiça do Trabalho. Um delas pedindo o julgamento da legalidade ou não da paralisação e a manutenção de 60% do efetivo em serviço. A outra ação é o dissídio coletivo para julgamento das questões econômicas. 

Mas os trabalhadores não se intimidaram. Na capital federal, a categoria já definiu uma agenda de atividades da greve até esta sexta-feira. "A greve começou forte. Na assembleia de ontem tivemos a presença do nosso jurídico para explicar as questões técnicas sobre o dissídio. E amanhã tem nova assembleia, mas a tendência é manter a greve até porque ainda não tivemos audiência e nem a empresa se manifestou para discussão das cláusulas sociais. Além do reajuste, a questão da luta contra os privilégios é fundamental. O sindicalismo é sempre visto como corporativo, que visa unica e exclusivamente ganhos salariais para as categorias, mas nossa greve é também contra os privilégios e os cabides, pessoas que são postas dentro da EBC em funções com salários altíssimos e com caráter de cargo político. Isso não condiz em nada com a comunicação pública que os trabalhadores defendem", afirmou Marco Clemente, presidente do Sindicato dos Radialistas do DF.

No Rio de Janeiro também há uma série de atividades definidas. O presidente do Sindicato dos Radialistas fluminense, Leonel Querino, afirma que "a greve no Rio começou com enorme adesão, praticamente 90% dos trabalhadores concursados que não ocupam cargos comissionados. Esperamos que o movimento garanta a negociação das cláusulas sociais pela empresa, já que em relação às cláusulas econômicas já foi instaurado o dissídio. E nessa situação, nossa expectativa também é que a força do movimento acelere as audiências e o julgamento favorável à categoria, porque o que a EBC está oferecendo está longe de cobrir as perdas inflacionárias, e o Judiciário ao menos tem assegurado a correção da inflação".

Na cidade de São Luís do Maranhão, onde em 2013 a categoria foi coagida a não aderir à greve, no primeiro dia da paralisação deste ano centenas de trabalhadores deixaram de trabalhar, incluindo os cedidos pelo Ministério do Planejamento. Uma reunião ocorrida ontem definiu as ações da greve na cidade, incluindo um ato de rua para dialogar com a população. Heveny Daniele, da comissão de funcionários da praça maranhense avalia que "tivemos uma boa adesão, mais até do que as nossas expectativas, e um grande apoio do pessoal do Ministério, que são cedidos aqui para a EBC e representam o maior número de empregados no Maranhão". Equipes de reportagem inclusive deixaram de sair por falta de operadores de câmera de unidades portáteis externas.

Em São Paulo, o Sindicato informa que os motoristas da empresa, que são terceirizados, também estão paralisados em função de atrasos no pagamento de salários. "O motivo é a falta de repasse de verba por parte da EBC para a terceirizada do transporte", afirma nota da entidade. Para Sérgio Ipoldo, coordenador do sindicato e integrante da diretoria da Fitert, "a greve começou muito boa, com adesão de cerca de 80% dos trabalhadores em todas as praças. Em São Paulo, a informação que temos é que os motoristas terceirizados estão com salários atrasados e por isso aderiram também à greve. E os estagiários também estão com as bolsas atrasadas em todas as praças e podem aderir à mobilização a partir de amanhã".

Nova assembleia nacional está marcada para esta quinta-feira (12) ao meio-dia e meia.

Principais reivindicações:
- Defesa do caráter público da EBC, fim dos privilégios e do assédio moral
- Reajuste referente à inflação de novembro/2014 a outubro/2015 (9,92% pelo IPCA)
- Ganho linear de R$ 450 reais
- Aumento de 4,15% no auxílio alimentação mais três vales extras
- Auditoria no pagamento de horas extras
- Não desconto dos dias parados





Em sentido horário: Assembleia em Brasília (Facebook SJDF), piquetes no Rio (Facebook do SJMRJ), em São Paulo (site do sindicato) e Maranhão (arquivo Fitert).


Fonte: Da redação.
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