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19/11/2015
Jovem Pan suprimi horas extras e não paga as indenizações de lei
Como é de conhecimento de todos, em razão do péssimo salário pago anos atrás, os trabalhadores da Central Técnica da Rádio Joven Pan se reuniram e reivindicaram aumento sob pena de terem que buscar por outro emprego, para manter as condições básicas de suas famílias. 
 
Na ocasião o dono da emissora, embora não tenha concedido qualquer reajuste em seus salários, assumiu o compromisso que não haveria necessidade de arrumar um segundo emprego, pois lhes seria garantido o trabalho em horas suplementares para obterem remuneração mínima suficiente.
 
Apesar de não ter sido a melhor solução, os trabalhadores aceitaram a proposta, e a partir de então, cada trabalhador realizava o trabalho de 2 em 2 períodos, recebendo no final de cada mês a remuneração equivalente. Esta situação perdurou por anos a fio. Infelizmente, como para determinados indivíduos a palavra dada não serve para nada, recentemente com a “mudança na administração da emissora” o que foi dito o vento levou e os trabalhadores tiveram as horas extras prestadas suprimidas de repente. Com essa supressão, os trabalhadores tiveram que passar a sobreviver, da noite para o dia,  com o mísero salário base pago pela emissora, vendo todas suas dívidas assumidas se acumularem e não recebendo seus respectivos pagamentos. Para piorar a situação, passaram a trabalhar sob pressão na medida em que, embora o trabalho continuasse o mesmo, tivesse que ser executado na metade do tempo.
 
Mais isso é apenas o começo. Considerando que a lei não garante a integração das horas extras suprimidas no salário, o sindicato passou a negociar o pagamento da indenização a que tinham direito, sendo ele: 1 mês da média de horas extras por cada ano de serviço prestado a empresa, multiplicado por todos os anos de serviços prestados. Finalizados os cálculos e tendo sido encontrado o valor devido para cada trabalhador, em reunião realizada na data de 12/11/2015 a empresa informou ao sindicato que pagaria somente valores relativos aos últimos 5 anos, embora a lei determine que seja sobre a totalidade dos anos.

A Jovem Pan, além de não honrar o que foi assumido no passado, reduziu os salários dos trabalhadores a ponto de deixa-los inadimplentes com suas dívidas. A emissora ainda quer obter mais lucro, ficando com as migalhas que a lei lhes garante, migalhas que não paga nem as cadeiras adquiridas na gigantesca reforma que foi feita recentemente em suas dependências.
 
O Sindicato se recusou a assinar esse acordo, devido a grave lesão que causará a muitos trabalhadores. Na reunião realizada na data de 12/11, a empresa comunicou que irá pagar as diferenças apuradas nos últimos cinco anos no mês em curso. Entretanto, como esse compromisso não foi assumido por escrito, não há garantias. 
 
A Jovem Pan nos informou que “deliberaram internamente” e que manterão a prestação de 1 hora extra mensal, além daquelas que se fizerem necessárias. O Sindicato informa que isso consubstancia-se em mais um golpe, na medida em que esse fato servirá como matéria de defesa contra os trabalhadores no processo que será interposto pelo sindicato. Não se deixem iludir pelo canto da sereia.
 
Os trabalhadores não devem aceitar essa proposta e devem se recusar a fazer qualquer hora extra, pois este golpe já nos foi aplicado anos atrás. Para realizar os trabalhos necessários, a emissora deve contratar número suficiente de trabalhadores. Informamos ainda que ao elaborarmos os cálculos, descobrimos que para efeito do pagamento das horas extras, a empresa não utilizava na base de cálculo os quinquênios. Ou seja, mais um direito suprimido dos trabalhadores. Assim, como resumo, o sindicato informa que as negociações foram infrutíferas, razão pela qual ingressaremos na justiça com dois processos cabíveis.
 
Pedimos para os trabalhadores (as) da Jovem Pan dos demais setores que tiveram suas horas extras suprimidas, como os trabalhadores da Central Técnica, que entrem em contato com o Sindicato para poder ser integrado ao processo.


Fonte: Sindicato dos Radialistas de São Paulo
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