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26/11/2015
Fitert vai denunciar ao CCS e à FrenteCom fraude trabalhista do Grupo Record
O Grupo Record anunciou a demissão dos cerca de 700 trabalhadores que ainda atuam no RecNov (Record Novelas), o complexo de radiodramaturgia da empresa no Rio de Janeiro. A medida visa acelerar a transferência da gestão a uma produtora terceirizada de conteúdo. Os mais de 2.500 profissionais que já trabalharam no local vêm sendo demitidos em grupos desde 2012, sob protestos do Sindicato dos Radialistas do Rio, da Fitert e demais sindicatos filiados. A entidade sindical fluminense já chegou a denunciar o desrespeito à legislação trabalhista ao Ministério Público do Trabalho, em 2013.

A demissão coletiva dos trabalhadores configura verdadeira fraude trabalhista, pois a própria empresa que ficará responsável pela administração da teledramaturgia do Grupo – a Casablanca – já convidou profissionais a serem recontratados pelo quadro da produtora. Obviamente, tais contratações se darão em caráter precário, sem as mesmas bases jurídicas da contratação direta pela Record.

Fica mais ainda configurada a burla trabalhista e a responsabilidade do Grupo Record, holding controladora do RecNov, pelo fato da produtora ter sede também em São Paulo, cidade onde fica também a sede do Grupo.

Para piorar a situação, em reunião realizada com a diretoria da empresa no Rio de Janeiro e a direção do sindicato, em setembro, ficou pactuado um acordo que previa evitar demissões em massa e o encerramento das atividades.

Conforme divulgado pelo colunista do UOL Flávio Ricco, o RecNov “abriga atualmente dez estúdios, em uma área total de 280 mil m2. Em 2005, a planta original contava com três estúdios. Em menos de três anos, a Record construiu sete novos estúdios e viabilizou a infraestrutura para a produção técnica e de elenco”. Toda essa expansão se deu com incentivos fiscais e isenções conferidas pela Prefeitura do Rio de Janeiro e o Estado fluminense.

O Grupo Record, vinculado à Igreja Universal que gastou recentemente mais de R$ 300 milhões para construir o chamado “Templo de Salomão” na capital paulista, faturou quase R$ 2 bilhões no ano passado. Em 2013, foram R$ 2,25 bilhões, e como declarou ao blog do jornalista Maurício Stycer o vice-presidente comercial do Grupo, Walther Zagari, “nenhuma televisão brasileira cresceu em tão curto espaço de tempo com tanta velocidade”. Além disso, a empresa anunciou gastos de cerca de R$ 700 mil em cada capítulo da mais recente série televisiva. Só um capítulo de 'Os 10 Mandamentos' chegou a custar R$ 1 milhão. E a Igreja Universal acaba de comprar um imóvel em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, numa transação estimada em R$ 30 milhões, para construir outro templo megalomaníaco.

A Fitert representará o Grupo Record junto ao Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, onde a Federação tem assento, e junto à Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação com Participação Popular (FRENTECOM). Uma concessão pública não pode cometer impunemente um ato tão “imoral e ilegal, sem precedentes”, conforme avaliou o jurídico da Fitert. É uma afronta à Constituição Federal e à Consolidação das Leis Trabalhistas que vamos até o fim para reverter. O caso já foi denunciado à assembleia geral da Panartes (Federação Pan-Americana de Arte, Mídia e Entretenimento), entidade global de organização sindical à qual a Fitert é associada. O Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro v ai propor ação civil pública contra a fraude trabalhista.

E vamos cobrar também a responsabilidade social da Igreja Universal, associada ao Grupo. Denunciaremos tal manobra em todos os fóruns nacionais e internacionais e vamos às últimas consequências. Não passarão!

Brasília, 26/11/2015.

Diretoria colegiada da Fitert

Leia aqui a nota do Sindicato dos Radialistas do RJ


Fonte: Da redação.
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