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31/12/2015
Com garantia de estabilidade no emprego, trabalhadores da TV Alterosa suspendem greve até 4 de janeiro
Os trabalhadores da TV Alterosa e do jornal 'O Estado de Minas' decidiram em assembleia realizada ontem suspender até o próximo dia 4 a greve iniciada na última segunda-feira (28). A empresa comprometeu-se a não descontar os dias parados, não efetivar qualquer retaliação aos trabalhadores que participaram do movimento grevista e assegurar estabilidade no emprego pelos próximos 45 dias, bem como a manter o plano de saúde até 5 de fevereiro de 2016. E no dia 4, serão realizadas novas assembleias para decidir os rumos do movimento, informa o site do Sindicato dos Jornalistas de Minas.

Na quadragésima reunião na Superintendência Regional do Trabalho, ocorrida ontem e que demorou mais de quatro horas, mais uma vez a empresa não deu previsão de quitação do 13º salário (pago integralmente apenas aos trabalhadores do parque gráfico, como forma de dividir a categoria e impedir a não impressão do jornal do grupo). O restante dos trabalhadores até o momento receberam apenas 25% do valor devido. Além disso, somente três meses de auxílio alimentação em atraso foram pagos aos trabalhadores administrativos após a mobilização. 

Os motivos da paralisação são o não pagamento integral do 13º salário, salários em atraso, cortes nos adiantamentos, dificuldades para os trabalhadores acessarem o direito de gozo a férias vencidas, sonegação ao INSS, entre outras irregularidades.

"A empresa diz que não tem dinheiro, não sabe quando vai pagar, que vive uma crise financeira. Como será feita a transferência física da TV para o prédio do O Estado de Minas eles estão segurando o máximo que podem. Mas vamos atuar para assegurar todos os direitos dos trabalhadores", informou Eduardo Salgado, dirigente do Sindicato dos Radialistas de Minas Gerais. Também participaram da reunião na DRT representando o Sindicato dos Radialistas de Minas Gerais, os diretores Fernando Neves e Vagner de Castro.

Em relação ao uso da força policial contra os trabalhadores em greve, os representantes da empresa alegaram não saber quem teria acionado a PM. Os sindicatos cobraram apuração dos fatos e responsabilização da empresa.

No dia 29, durante manifestação ocorrida na porta da empresa pela manhã, os trabalhadores foram surpreendidos por mais de 100 homens do batalhão de Rondas Táticas (Rotam) da polícia militar, numa operação que envolveu ainda 11 viaturas e um ônibus. O comando da ação informou ao sindicato que a PM foi acionada pela direção da emissora.

No dia anterior, os radialistas pararam o trânsito por diversas vezes ao longo do dia para denunciar à população. A TV também havia acionado a Tropa de Choque da PM.
Nos dias 21 e 22 os trabalhadores já tinham realizado paralisação contra o desrespeito aos direitos trabalhistas nas empresas do grupo Diários Associados. A mobilização se estende desde o dia 3 de dezembro.

Os jornalistas contratados pelo jornal 'O Estado de Minas', trabalhadores gráficos e administrativos também cruzaram os braços.
A diretoria da Fitert acompanha a luta dos trabalhadores da TV Alterosa. O secretário de imprensa da Federação e dirigente do sindicato mineiro ressalta a preocupação com o processo vivido pelso funcionários da empresa. "Parece que estamos vivendo de novo o processo que levou à extinção da velha TV Manchete", afirmou.
 
Crédito das imagens: Sintert-MG


Ato da greve no dia 28.


Dirigentes sindicais explicam à PM que greve é pacífica e legal (dia 29/12).



Reunião na DRT neste dia 30.


Fonte: Da redação.
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