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20/01/2016
Fitert no Fórum Social 2016, em Porto Alegre
Quinze anos após o primeiro Fórum Social Mundial, em 2001, Porto Alegre sedia novamente, desde terça-feira (19) até sexta (23), uma nova edição do evento para discutir o futuro da esquerda mundial em meio à crise. O Fórum Social Temático formaliza a abertura das ações preparatórias ao Fórum Social Mundial 2016, que acontece de 9 a 14 de agosto em Montreal, no Canadá. Neste ano, o Fórum será palco também do Fórum Mundial de Mídia Livre (a partir de 7 de agosto).

Ontem aconteceu a já tradicional caminhada de abertura do evento, do Largo Glênio Peres até o Largo Zumbi dos Palmares. José Henrique Rodrigues, secretário de registro profissional da Fitert, e o presidente do Sindicato dos Radialistas do Rio Grande do Sul, Antônio Edisson Peres (o Caverna), participaram da caminhada que informam ter reunido cerca de 10 mil pessoas. Nos próximos dias, mais de 470 atividades – entre oficinas, debates, atividades culturais e artísticas, e matéria espaços para troca de experiências infanto-juvenis (importante iniciativa para os jovens e também para apoiar a participação de mães e pais no evento, com garantia de entretenimento e atenção às crianças).

“O Fórum Social Mundial é uma importante novidade no cenário internacional por sua capacidade de articulação de inúmeras matizes da luta anticapitalista, seu caráter auto-gestionário, pela radicalidade de suas propostas políticas, sociais, econômicas e ambientais, e por sua metodologia radicalmente participativa e horizontal”, destaca o secretário de imprensa da Fitert, Nascimento Silva.

O dirigente ressalta também que o Fórum “tem contribuído na reconstrução de uma referência utópica para milhões de pessoas que lutam contra o pensamento hegemônico de que não há possibilidades reais de um outro mundo fora das dinâmicas e imposições do mercado capitalista”.
Desde o surgimento do FSM, em 2001, o mundo sofreu mudanças importantes, seja do ponto de vista de afirmação de propostas através de experiências positivas em vários países, seja do ponto de vista do recrudescimento da crise econômica mundial, o aumento da violência no Oriente Médio, a perda de poder econômico do eixo EUA-União Europeia-Japão, a crise e a questão dos imigrantes na Europa e a ampliação dos fenômenos climáticos - resultado da inércia dos governos em enfrentar o dilema ambiental. Parece correto afirmar que o FSM tem lugar e papel na conjuntura mundial.

Nestes quinze anos a Fitert sempre, de uma forma ou de outra, contribuiu para esta discussão. “Em 2007 estivemos presentes no Quênia na cidade de Nairóbi. Em 2008, no Fórum Europeu, em Malmo (Suécia), nas várias edições em Porto Alegre. E agora, mais uma vez, com a participação do companheiro Zé Henrique e dos companheiros do Sindicato dos Radialistas do Estado, diz Nascimento.

Zé Henrique aponta ainda que “segundo Boaventura de Sousa Santos, um dos organizadores do FSM, na atual conjuntura da América Latina, onde o neoliberalismo volta a apontar, a volta do Fórum a Porto Alegre depois de 15 anos, ainda que em edição temática e local, parece ser em boa hora, pois o papel do Fórum é defender a democracia nas instituições e nas ruas contra o golpismo da direita reacionária.

A organização do evento destaca a ampliação da diversidade nas mesas de convergência do evento, de uma maioria de homens, brancos e europeus, para uma composição com mais mulheres, LGBTs, negros e indígenas.

 


Fonte: Da redação.
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