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29/01/2016
Confederação Sindical Internacional divulga relatório sobre a exploração laboral no mundo
A Confederação Sindical Internacional divulgou no mês passado o relatório "Escândalo - Nas cadeias globais de fornecimento das 50 maiores companhias multinacionais". A pesquisa aponta os níveis escandalosos do chamado trabalho oculto em um modelo de negócios global consolidado sobre a base de baixos salários, direitos reduzidos ao mínimo e locais de trabalho inseguros.

O secretário de relações internacionais da Fitert e presidente do Sindicato dos Radialistas de Goiás (Sindicom), Miguel Novaes, comenta que "não estão muito distantes dessa realidade os radialistas brasileiros, apesar de não estarem incluídos nessa pesquisa. Somos sabedores que nossos pisos salariais, transformados hoje em dólares não chegam a 400 dólares. Isso nos mostra que não estamos sozinhos na luta por melhores salários e condições de trabalho. Precisamos mais do que nunca unir nossas forças para fazermos um acordo nacional, e a partir daí darmos início a uma grande campanha de melhoria de nossos salários."

Ainda de acordo com o relatório da CSI, as cadeias de suprimentos globais de 50 maiores multinacionais têm uma relação de trabalho direto com apenas 6% das pessoas que atuam para eles, os 94% restantes formam uma mão de obra oculta.
"Apenas 50 empresas, incluindo a Samsung, McDonald e Nestlé, têm uma receita total de 3,4 mil milhões de dolares, e dispõem de poder suficiente para reduzir a desigualdade no mundo" aponta o estudo.

"Em vez de agir nesse sentido, construiu-se um modelo de negócios com uma enorme força de trabalho oculta, composta por 116 milhões de pessoas. 60% do comércio mundial na economia real depende das cadeias de fornecimento dos nossas maiores corporações, que usam um modelo de negócios baseado na exploração e violação dos direitos humanos em suas cadeias de suprimentos", disse Sharan Burrow, secretária-geral da CSI.


O motor do poderio dessas corporações são: baixos níveis salariais, insegurança no trabalho que tem levado a lesões e mortes injustificáveis, evasões fiscais e poluição em larga escala.

A CSI estabeleceu cinco recomendações para as empresas para remediar o escândalo que representam suas cadeias de suprimentos globais:

1) Transparência da cadeia de abastecimento - saber com quem é celebrado um contrato e torná-lo conhecido do público;

2) Trabalho seguro - inspecionando as plantas de trabalho, corrigindo situações de perigo e reconhecendo o direito dos trabalhadores a eleger comissões de segurança;

3) A segurança do emprego - fim aos contratos temporários;

4) Salários mínimos - pagar salários que permitam que as pessoas vivam com dignidade;

5)  Negociação coletiva - por salários e condições de trabalho dignas.

No Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), dirigentes sindicais pleitearam quatro medidas para transformar o modelo de negócios das corporações globais e corrigir a desigualdade:

1)  Os empregadores têm de garantir a distribuição equitativa da riqueza através de salários mínimos e negociação coletiva com base na garantia fundamental de liberdade de associação;

2)  Respeitar as normas de segurança e que os trabalhadores participem dos comitês de segurança;

3) Os chefes de Estado e de governo devem aplicar e fazer cumprir os Princípios Orientadores das Nações Unidas para Empresas e Direitos Humanos;

4) Os governos devem dar prioridade à dignidade de um piso de proteção social para os seus cidadãos.


Fonte: Da redação, com informações da CSI.
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