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25/04/2016
Fitert repudia perseguição da Band a Barbara Gância
A diretoria da Fitert encaminhou à diretoria do Grupo Bandeirantes moção de repúdio à demissão da radialista e jornalita Barbara Gância, promovida pela rádio Band News FM. A demissão, ocorrida no começo do mês, foi denunciada pela profissional como um ato de retaliação ao fato dela não ter aceito determinações da direção da emissora de "pegar leve" com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. É inaceitável que uma profissional da estatura de Barbara seja demitida por seus posicionamentos políticos, desconsiderando a trajetória que ela tem na comunicação social brasileira em diversos veículos.
Confira abaixo a nota da diretoria da Fitert.



NOTA DE REPUDIO AO GRUPO BANDEIRANTES DE RÁDIO E TELEVISÃO


É notório que o Brasil vive hoje um dos piores momentos pós ditadura militar, estamos vivendo dias sombrios e, infelizmente atravessando um dos momentos mais difíceis da nossa jovem democracia.
Infelizmente os meios de comunicação têm sido usados para confundir a opinião pública, misturando a luta política com a luta partidária numa clara intenção de manipulação da sociedade brasileira.
Infelizmente os meios de comunicação buscando seus próprios interesses, manipulam deliberadamente a verdade, fugindo da essência principal dos veículos de comunicação que é levar informação isenta de qualquer vontade política e partidária.
O que está em jogo nestes debates são os interesses econômicos dos capitalistas irresponsáveis e inconsequentes para voltar ao poder.
Infelizmente, os meios de comunicação e o Sistema Bandeirantes não foge à regra, usa da situação política para defender os interesses da FIESP, e derrubar as conquistas dos trabalhadores brasileiros.
O Brasil tem potencial para a livre convivência social entre capital e trabalho, mas é necessário entender a democracia e o respeito aos direitos e avanços sociais que temos vivenciado nos últimos anos.
Neste jogo histórico é inadmissível aceitar o argumento de um veículo de comunicação que demite um (a) trabalhador (a) por não aceitar que façam comentários que não estejam atrelados aos grandes interesses capitalistas a qual representa, esse não é o papel de uma rádio e de uma televisão.
A intolerância política partidária tem predominado nas discussões, e o profissional radialista está no centro das informações. Independentemente de qualquer vínculo ideológico, o comunicador social não pode perder o foco de sua identidade profissional.
Desta forma repudiamos a atitude da direção da Bandeirantes em demitir a profissional BARBARA   GANCIA, simplesmente por não aceitar a imposição do grupo em pegar leve com o Presidente da Câmara Eduardo Cunha. Aonde está a liberdade de expressão que todo o profissional deveria ter? Onde está a livre iniciativa dos comentários?
Almejamos uma sociedade mais justa e igualitária, e entendemos que somente através da informação transparente e isenta o cidadão possa conhecer seus direitos e deveres
A FITERT e seus sindicatos filiados repudiam as demissões ocorridas no Grupo Bandeirantes de Rádio e Televisão e a forma repressiva que trata seus trabalhadores.


DIRETORIA COLEGIADA


Fonte: Da redação.
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