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26/06/2015
Coordenador do Sindicato de SP fala sobre o fim da greve na RTV Cultura
A greve dos trabalhadores da Rádio e TV Cultura, em São Paulo, que começou no dia 19 de junho, foi encerrada na última quarta-feira (24), após uma negociação com a empresa. A Fundação chegou a tentar no Tribunal Regional do Trabalho usar a Lei de Greve contra o direito dos trabalhadores radialistas cruzarem os braços. Encerrada a paralisação, a Fitert publica uma entrevista com Sérgio Ipoldo, membro da diretoria colegiada da Federação e coordenador do Sindicato dos Radialistas de São Paulo. Na entrevista, Sérgio fala sobre as perspectivas dos trabalhadores e próximas ações do sindicato.

O que levou a categoria à greve?
O não pagamento de parte do percentual do acordo coletivo de 2014 e uma abono de 50% do salário, também previsto no acordo. E também o acúmulo de pendências como: estagiários exercendo funções de radialistas, acúmulo de função, assédio moral, não pagamento de horas extra em alguns setores, entre outros.

Houve avanços na negociação com a empresa?
Nós temos uma questão jurídica por conta da natureza da Fundação, que em processos de 2003 e 2004 de cumprimento da convenção coletiva, o Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo tem um entendimento de que a empresa tem que cumprir as convenções. No TST o entendimento é que a lei de responsabilidade fiscal se sobrepõe às convenções coletivas. Por isso, entendemos como uma vitória a decisão dos trabalhadores de aceitar voltar ao trabalho a partir das zero horas do dia 25 de junho, quinta feira, com a garantia judicial do não desconto dos dias parados, estabilidade de 30 dias, compromisso da empresa em continuar buscando junto ao governo do Estado a autorização do pagamento do abono e a diferença do percentual (eles deram 5,20% em setembro de 2014, falta 0,65%). No quinto dia útil de julho, eles passam a dever 7,21% no acordo de 2015 assinado em 17 de junho de 2015. Com certeza a greve mostrou que temos disposição de lutar até que essa situação seja resolvida.

Quais são as perspectivas dos trabalhadores daqui em diante?
Vamos aproveitar esses 30 dias de estabilidade para pensar em ações que pressionem a empresa no sentido de pagar o que ela deve aos trabalhadores, como paralisações de curto período, busca de apoio de políticos e outras entidades.


Fonte: Da redação.
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