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06/07/2015
Fitert e UNI Américas manifestam solidariedade ao povo grego
No final da tarde deste domingo confirmou-se que 61,3% dos votantes no plebiscito grego optaram pelo "Não" à proposta dos credores internacionais de um ajuste fiscal ainda mais duro do que o implantado nos últimos anos - e que levou a economia do país à bancarrota. Participaram da votação 62,53% dos eleitores do país, assegurando com folga a legitimidade do resultado.

No dia 1º o Comittê Executivo da UNI Américas emitiu nota em apoio ao povo grego e contra as chantagens promovidas pela troika (adjetivo que nomeia a ação unificada da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI contra os direitos sociais dos povos e em defesa dos ajustes que retiram do povo para garantir o lucro do capital).

"Nesse final de semana se confirmou uma expressiva vitória do NÃO. Vitória essa que a imprensa golpista tentava de toda forma dizer o contrário. Outra informação que tínhamos era que o Sindicalismo grego na sua maioria não havia abraçado o projeto do governo de dizer NÃO ao FMI e aos projetos de austeridade exigidos pelos credores, mas o povo escolheu dizer NÃO. Nossa posição da Fitert é também de apoio  ao povo grego, que com coragem disse NÃO à Comunidade Europeia. A Fitert está ao lado dos trabalhadores nesse momento de reconstrução da economia e independencia do povo grego", ressalta o secretário de relações internacionais da Federação, Miguel Novaes.

Leia abaixo também a nota da UNI Américas


Solidariedade ante a Crise e na Grécia: Declaração adotada pelo Comitê Executivo da UNI Américas

A UNI Américas expressa sua mais firme solidariedade com o povo e o governo da Grécia, asfixiados pela política econômica da troika (a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI), cujas medidas de austeridade têm provocado uma profunda miséria.

O capitalismo selvagem que a União Europeia conduzida pela troika 
 leva adiante é incompatível com a democracia, a vigência dos Direitos Humanos e os direitos mais básicos dos trabalhadores e trabalhadoras.

Nas Américas sofremos a política de ajustes estruturais do FMI. Nos referimos a este período como a “década perdida”: os ajustes estruturais não criaram crescimento econômico, mas causaram perda massiva de empregos, deterioração das infraestruturas, volatilidade financeira e enfraquecimento das democracias que construímos com tanto esforço.

As promessas feitas nunca foram cumpridas. Hoje ficamos escandalizados porque estão impondo as mesmas receitas econômicas falidas ao povo grego.

A UNI Américas repudia a política de desestabilização da democracia grega levada adiante pela União Europeia e os grupos financeiros, e convoca aos trabalhadores e trabalhadoras do mundo e às forças democráticas a se pôr do lado do direito à autodeterminação soberana do povo grego, que se expressará no plebiscito do próximo domingo.

Buenos Aires, 1 de julho de 2015.


Fonte: Da redação, com informações da UNI Américas e agências.
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